quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Artigo publicado no R5


http://canalr5blog.blogspot.com/2011/09/importancia-do-olhar-habilidoso.html

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A Importância do “Olhar Habilidoso”



A Importância do “Olhar Habilidoso”

A forma de pertencimento, da ação e interação, nos torna capaz de nos situar, encontrar a nossa personalidade e posicionamento. Não por imposição, mas, por despertarmos, através de diálogos e manifestações, que nos ligam a pessoas com as quais compartilhamos da mesma cultura.
A habilidade da leitura e interpretação dos objetos e fenômenos culturais amplia a nossa capacidade de ver e compreender o mundo. Cada produto da criação humana, utilitário, artístico ou simbólico, é portador de sentidos e significados, cuja forma, conteúdo e expressão devemos aprender a ler e traduzir.
Uma canção folclórica, por exemplo,  não pode ser tocada mais ela está cheia de sentimentos, referências culturais e identitários, remetem ao passado para o  presente ao mesmo tempo.
O olhar nada mais é que o resultado de uma empreitada de desvendamento de quem lê o mundo através da cultura, aqui pensada no sentido antropológico, como uma lente através da qual o homem atribui sentido às coisas e a si próprio, como sugere Roque de Barros Laraia. E aqui nos encontramos frente a frente com alguns desafios. Olhar o mundo através da Antropologia, é um duplo exercício: primeiro porque exige o reconhecimento das universidades e singularidades do ser humano, segundo, porque, não há possibilidade maior de nos revemos, que através do outro. Mas relativizar, desenvolver um olhar relativizador não é um ato religioso ou ideológico, apesar de exigir fé e convicção. É antes de tudo uma postura ética/conceitual, que se recusa descontextualizar as ações e os gestos do homem, mesmo que reconhecendo invariáveis de seu comportamento por acreditar que tudo é mais uma questão de posição e de relações. Assim é o olhar do antropólogo. A superação da contemplação anestesiada do mundo, mas também a superação do centramento excludente em suas próprias verdades.( BARROS, José Márcio, 2 ou 3 questões sobre o olhar).





Falando Sobre Algo
 
Dentro dessa linha de pensamento, cito a pesquisa feita por Clifford Geertz. Em: Briga de Galos/Bali. Para quem nunca ouviu falar e/ou nunca leu, peço desculpa, porém, serve como incentivo para que procurem.  Não para ser um estudioso a altura, mas sim, por dá ênfase a questão da interpretação, abdicando dos próprios conceitos, e procurar entender e compreender a razão das diversas culturas, diferentes do mundo no qual faz parte.
Um estudo minucioso e bastante enriquecedor feito por Geertz, adentrando sobre a vida dos balineses em todos os aspectos, guiado por um símbolo cultural.
Inquestionável a referência que a briga de galos tem para o povo de Bali, tendo a própria como parte do seu Patrimônio Cultural: material, como o local onde é realizado o combate e toda sua conjuntura tangível e o imaterial que é o sentido atribuído para aquela prática que tem os galos como protagonistas e os seus donos que se vêem no próprio animal.
Observo a pesquisa feita por Geertz como uma leitura sobre o povo de Bali, leitura essa concernente a um símbolo que é a Briga de Galos, a questão de olhar e ler o que  lhe o atrai. Foi à missão de Geertz, que se debruçou sobre a disputa entre galos, sendo em Bali, evento inerente a todo contexto social, os modos como os balineses se relacionam com os galos, tendo essa prática cultural como sua cultura identitária.
Os balineses com muita honra têm a Briga de Galos como uma grande e significante atração coletiva, perpetuando essa tradição, mantendo viva a cultura espelho de sua sociedade, a cultura que referencia seu povo.  
Diante disso, vejo a importância de prestarmos à atenção para aquilo que nos chama, seja lá qual for à razão, aprender a ler e decodificar, não é necessário título para isso, é preciso aguçar a capacidade de observação, respeitando sempre a cultura do outro, para que a nossa também seja respeitada.

MARCOS PAULO CARVALHO  LIMA
Graduando em História
                                                                                                                        Universidade Federal de Sergipe

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Sobre o texto Potencialidades da História Local de Arnaldo Pinto Júnior

Crítica imposta pelas elites que chegam as escolas e qual a alternativa dada pelo autsaída para essa incógnita?
               .                                                                                      
                                                                                     
                                                                                                       

A permanência do discurso elitista prende a construção de relações sociais democráticas. Portanto, a sociedade é levada pelo que é apresentado de novo, sendo seduzida pelo decurso mecadológico e pelo “olhar global”.
O autor apresenta como sugestão novas formas de conduzir o ensino de história, mostrando aos alunos novas visões e concepções como enxergar o mundo e a si próprio, guiado por novas ferramentas de pesquisa nos modelos de produção, no qual, lhe beneficiará como individuou esclarecido e com condições de escolhas. Apresenta uma proposta de ensino de história voltada para a recuperação de experiências vividas (empirismo), propondo que o antigo pode se articular com o moderno, isso, é ponto chave para o assunto em pauta, e Sorocaba ser denominada como Manchester Paulista, onde os interesses políticos e econômicos prevalecem.
È sugerido, uma nova forma de trabalhar, uma visão dos Analles, a análise crítica e interpretativa, um estudo mais abrangente, que tem as ciências sociais como instrumento fundamental a ser utilizado. Não um modelo imposto com base positivista.
E, dando ênfase as questões culturais locais, raízes, importante para o processo de aprendizagem e amadurecimento de qualquer indivíduo, olhando ao seu redor, se conhecendo e  compartilhando com pessoas que fazem parte da mesma cultura, se observando no outro.
Nesse sentido, pretende discutir a história local para o ensino fundamental e médio. Trabalhando com a pesquisa, relacionadas as experiências dos alunos, onde o aluno poderá produzir conhecimento histórico, com condições de conhecer, reconhecer, valorizar e problematizar suas raízes familiares, sociais e entre outras.

                                                      
                                                                                                          Marcos Paulo Carvalho Lima
                                                                                                       Temas de História de Sergipe II

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

“VIAGENS DO ÔNIBUS COLETIVO”


TRANSPORTE DE MASSA

Vamos analisar situações que ocorrem no transporte público, algumas situações: cômicas, falta de educação, grosserias. Referir-me-ei somente ao ônibus coletivo urbano. Um meio de locomoção fundamental para o povo brasileiro, mas que precisa muito de mudanças de comportamentos dos que freqüentam e direcionam. Vamos ter como base a (observação e experimentação). Comecemos pelos usuários de ônibus coletivo como eu, apesar de pouco tempo já me chamou muito à atenção, ao perfil dos mesmos. Observem como é engraçado quando uma pessoa no ponto dá sinal e o motorista para depois do ponto, a maioria não pensam duas vezes e correm para chegar até o “buzú”, antes que o “arraste”. E a cara ao subir, literalmente envergonhada. Uns agradecem mesmo tendo o feito correr, e outras com muita vontade de xingar.  Agora, a falta de educação das pessoas quando passam umas pelas outras, quase as levando, empurra, empurra, licença não se usa. O cavalheirismo, os homens não utilizam dentro do ônibus, alguns sim, mas são pouquíssimos. Idosos em pé, é um absurdo! As mulheres também não cedem o lugar, pedem  para segurar as bolsas e sacolas das senhoras, mas não se levantam, claro que não estou generalizando, ainda se salvam conseguindo sentar-se, as gestantes, ou com criança no colo. As senhoras e senhores também devem usar da educação, no comportamento e modos como se expressam,  só melhorará para prevalecer os seus direitos. Convenhamos que os ônibus coletivos quase não tem poltronas. Em lugares que cabem mais poltronas vão três pessoas apertadas em pé. Então, não é tão difícil saber o porquê de poucos assentos. Nos terminais observem a falta de educação, pessoas se chocando, se tombando, na hora de subir para o ônibus que terror,  todos querem subir ao mesmo tempo, (a briga pelas vagas nos assentos), todos parecem estar com dores e não podem de maneira alguma ir em pé, tem casos que não esperam nem os que descem do ônibus, já querem subir ao mesmo tempo, agem como crianças, podem reparar pelas “carinhas”. Dentro do buzão todos são iguais, não há divisão de classe social. “Todos pagam pecado ao mesmo tempo”. E os chefões: o motorista e o cobrador. Quem manda são eles! O motorista pára se quiser, só passa pela borboleta depois da liberação do cobrador. Não importa se você recebe o triplo que eles, ou se é chefe no seu trabalho, “quem dá as cartas são os motoristas e cobradores” e “ainda tiram onda”, se disser algo ou fizer, e não gostarem, toma “bronca” viu. Eles nunca estão errados. Se apontar o ônibus que aguarda, ele se aproxima do ponto e você dá sinal com a mãozinha, torça para que alguém dentro do ônibus tenha solicitado parada, ou não tenha mais de dois ônibus parado no ponto, senão, eles passarão DIRETO.  Cômico é no terminal do Roza Elze, grande parte estudantes, cansados, com muita vontade de chegar logo em suas casas. Ai vem, Campus/Santa Maria, Padre Pedro, em direção ao ponto todos se aglomeram iludidos que estão nos lugares certos, (onde ficaram em frente à porta na hora da parada), ai? O motorista para mais na frente, todos correm, o que deu? Só sairá daqui a 10/20 minutos. Certa vez, eu vinha da universidade à noite, peguei a linha circular/shopping 02, minha parada é no ponto que tem como referência o Colégio Janelinha do Saber, no Conj. Augusto Franco, ali é parada certa, várias pessoas descem naquele ponto, nesse dia como normal várias pessoas vinham das universidades já era mais de onze horas da noite, detalhe importantíssimo, como “sempre o motorista para ali”, ninguém como eu, puxou a acorda que dá o sinal, talvez um tenha esperado pelo outro, o que deu? O chefão passou DIRETO. Aí já sabem o que deu Né? O ônibus coletivo é um meio de transporte de massa, onde se misturam pessoas de todos os níveis da sociedade, é onde percebemos que questões relacionadas à educação não há restrições. Está no ritmo dos usuários do ônibus coletivo, são adaptados para não serem gentis. Até os que preservam o bom convívio, o bom senso, a ética, entre outros, com um tempo dentro do ônibus irá cometer grosserias.

MARCOS PAUO CARVALHO LIMA

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

VAMOS ABRAÇAR O NOSSO PATRIMÔNIO CULTURAL

Vamos Abraçar o Nosso Patrimônio Cultural

Várias problemáticas surgem no sentido de encontrar melhores procedimentos nas questões de proteção dos bens culturais: tanto os tangíveis, como os intangíveis. Preservação é um dos temas inerentes a conservação do patrimônio cultural de forma  intrínseca. Alguns órgãos ligados aos governos, como: autarquias, bancos, como os sistemas S, entre outros, participam de projetos culturais. Os mesmos dentro do próprio organograma existem setores que desenvolvem atividades culturais. Um dos grandes problemas são os patrocínios que contemplam mais a cultura de massa(senso comum), que entram no mercado aAalimentando o sistema capitalista, tendo como uma das contrapartidas, a divulgação dos financiadores. Nesse processo, surge também às questões políticas em todos os sentidos. È claro que não deveremos ser conservadores ao extremo, “taxativos” e muito menos preconceituosos. A diversidade cultural, (o termo pluralidade cultural) é um tema bastante desenvolvida pela própria gestão contemporânea da cultura, para os novos conceitos e concepções. Os Governos em todas as esferas, federais, estaduais e municipais enfrentam várias dificuldades para conseguir financiamentos para os projetos que visam à recuperação de bens tombados ou de interesse cultural. Percebe-se que quando ocorre a depredação ou já na degradação de um bem de valor artístico, histórico e cultural, que o tombamento só não resolve para preservação do patrimônio cultural, e sim políticas de preservação. O monumento para passar por um processo de restauração requer um projeto que só daí gera custo de alto valor, sem falar no orçamento para a restauração de um bem cultural. Parcerias entre o poder público e iniciativa privada é importantíssimo, chama à atenção para a conscientização. Esse envolvimento é importante, no sentido de equilibrar um pouco a “balança” de patrocínios culturais e sensibilizar para os monumentos que fazem parte da memória da sociedade local. E a depender do ponto de vista intelectual, e dentro dos parâmetros técnicos, até para a memória da humanidade(patrimônio mundial). Isso é concomitante com desenvolvimento do próprio município. Pactuar é um caminho que está sendo utilizado entre o poder público em todas as instâncias, se houver políticas envolvendo cada vez mais a iniciativa privada, só colaborará para a proteção e divulgação dos monumentos das cidades que tem em seu acervo cultural, bens de valor incomensurável.

MARCOS PAULO CARVALHO LIMA

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Fichamento do texto: As Potencialidades da História Local ...... (Arnaldo Júrnior)


JÚNIOR, p. Arnaldo, As potencialidades  da história local para a produção de conhecimento em  sala de aula: o enfoque do município de Sorocaba.

A obra é uma análise sobre a situação como era o ensino de história. Diante disso, ele propõe uma nova forma de trabalhar com a questão, de forma descentralizada, sendo assim, democrática, tendo abertura para as novas visões no campo da história e utilizando a antropologia.  Não o modelo imposto com base positivista. Na introdução que é logo na primeira página, no primeiro parágrafo, ele comenta sobre suas experiências e fala sobre o ensino de história para estudantes que cursam o ensino fundamental e médio. Com citação em Sérgio Buarque de Holanda, nos traz à coletividade, que se deixa levar pelas idéias hegemônicas, sem nenhum questionamento, ou seja, aceita a imposição, deixando para traz a sua ideologia. Ainda na introdução, no terceiro parágrafo, na sexta linha, onde diz: Verificamos um distanciamento entre os alunos e os temas estudados em sala de aula, sem contarmos a não relação com a sua comunidade, sua cultura ou seu país. Podemos observar como há desconhecimentos por parte dos estudantes, nesse caso, não conhecimento sobre sua história local, suas raízes, desconhecendo o seu eu, e vivendo outro “eu”. Se não soubermos da nossa origem, de onde viemos e muitos mais sobre tudo isso, não nos posicionaremos nunca. Para onde iremos? Continuando na introdução, no quarto parágrafo, o autor fala que pretende nesse artigo discutir algumas práticas instituídas no ensino de história que reproduzem uma visão tradicional da disciplina, propondo uma abordagem que não esteja vinculada ao estudo histórico conteudista, celebrativo, único e verdadeiro, ou seja, positivista. O que ele sugere, é uma visão dos analles, análise e interpretação, um estudo mais abrangente, que tem a antropologia como ferramenta fundamental a ser utilizada. Na pag. 38, no tópico História Local:a modernidade em Sorocaba: O autor, faz uma referencial citando Marcos A. da Silva, entre outro historiadores que alertaram sobre os preconceitos que envolvem a história local no meio acadêmico e escolar. Observando a tese, explica com outras palavras que o aluno deve entender de suas bases, raízes, para se situar, dessa forma, se desvincula da manipulação das visões homogeneizadoras históricas de forma geral. Em outro momento no mesmo tópico no segundo parágrafo, na décima primeira linha, ele ressalta a importância da história coletiva e individual, faço uma ressalva induzido por suas palavras, a importância de se preservar a memória coletiva, na qual, no sentido histórico engloba o patrimônio histórico de uma comunidade, e a singularidade que são as diferenciações culturais. Em seguida, apresenta uma proposta de ensino de história voltada para a recuperação de experiências vividas (empirismo), propondo que o antigo pode se articular com o moderno, é ponto chave para o assunto em pauta, e Sorocaba ser denominada como Manchester Paulista, onde os interesse políticos e econômicos prevalecem. Não é difícil decodificar que a elite está por trás. Frase chave no texto que demonstra o tal fato discorre no quinto parágrafo, continuando o mesmo tópico: A permanência desse discurso elitista emperra a construção de relações sociais democráticas. Portanto, a sociedade é levada pelo que é apresentado de novo, sendo seduzida pelo decurso mecadológico. O autor da obra apresenta como sugestão novas formas de conduzir o ensino de história, mostrando aos alunos novas visões e concepções como enxergar o mundo e a si próprio, guiado por novas ferramentas de pesquisa e novos modelos de produção, no qual, lhe beneficiará como individuou esclarecido e com condições de escolhas.